quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Luta contra os pecados capitais

Nota do blogue: Transcreverei nessa Quaresma o capítulo que aborda os PECADOS CAPITAIS do Compêndio A Vida Espiritual explicada e comentada (Adolph Tanquerey).

Indigna escrava do Crucificado e da SS. Virgem,
Letícia de Paula


ÍNDICE
  • Art. III O Orgulho e os vícios anexos
O orgulho em si mesmo


A ira

  • Art. II. Dos pecados anexos à sensualidade

____________________

818. Esta luta, em substância, não é senão uma espécie de mortificação. Para completar a purificação da alma e impedir que venha a recair no pecado, é indispensável combater a origem do mal em nós, que é a tríplice concupiscência. Já a descrevemos nos seus traços gerais (n. os 193-209); mas, como ela é a raiz dos sete pecados capitais, importa conhecer e combater essas más tendências. De fato, são antes tendências que pecados; chamam-se contudo pecados, porque nos levam ao pecado, e capitais, porque são fonte ou cabeça dum sem-número de pecados. Eis como essas tendências se prendem com a tríplice concupiscência: da soberba nascem o orgulho, a inveja e a cólera; a concupiscência da carne produz a gula, a luxúria e a preguiça; enfim, a concupiscência dos olhos identifica-se com a avareza ou amor desordenado das riquezas.

819. A luta contra os sete pecados capitais ocupou sempre um lugar importante na espiritualidade cristã. Cassiano trata dele longamente nas suas Colações e Instituições; distingue oito em lugar de sete, porque separa o orgulho e a vanglória. São Gregório Magno distingue claramente os sete pecados capitais que faz derivar todos do orgulho. 
Santo Tomás põe-nos também em conexão com o orgulho e mostra como se podem classificar filosoficamente, tendo em conta os fins especiais a que o homem aspira.
A vontade pode tender para um objeto por um duplo movimento: a conquista dum bem aparente ou a fuga dum mal aparente. Ora o bem aparente, procurando pela vontade, pode ser:

1) o louvor ou a honra, bens espirituais, desordenadamente procurados: é o fim especial do vaidoso;
2) os bens corporais, que têm por fim a conservação do indivíduo ou da espécie, agenciados de modo excessivo; são os fins respectivos do guloso e do luxurioso;
3) os bens exteriores; desordenamente amados, são o fim do avarento. - O mal aparente, que se deseja evitar, pode ser:
1) O esforço necessário para a aquisição do bem, esforço de que foge o preguiçoso;
2) A diminuição da excelência pessoal, que temem e fogem o invejoso e o colérico, ainda que de modo diverso. Assim se tira a distinção dos sete pecados capitais dos sete fins especiais que norteiam a atividade do pecador.
Na prática seguiremos, por ser a mais simples, a divisão que põe em conexão os vícios capitais com a tríplice concupiscência. 
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