quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Feministas X Lar Cristão



(Algumas frases retiradas do livro: Mística feminina - Betty Friedan -Marxista feminina - grifos meus)

"Estaria o problema sem nome de certo modo relacionado com rotina doméstica da dona de casa? Quando uma mulher tentava expressá-lo, limitava-se muitas vezes a descrever sua vida diária. Que haveria nessa récita de confortáveis detalhes domésticos capaz de causar tal desespero? Sentir-se-ia prisioneira simplesmente por causa das imensas exigências de seu papel de dona de casa moderna: esposa, amante, mãe, compradora, cozinheira, motorista, enfermeira, educadora, consertadora de utensílios domésticos, decoradora, nutricionista?

Seu dia é fragmentado entre a máquina de lavar pratos e a de lavar roupa, o telefonema para a tinturaria, a ida ao supermercado, a entrega de Johnny ao grêmio esportivo, de Janey à aula de dança, o conserto do cortador de grama e a espera do trem das 6,45. Nunca pode passar mais de quinze minutos fazendo qualquer coisa. Não dispõe de tempo para ler livros, somente revistas. Mesmo que dispusesse, teria perdido a capacidade de concentração. Ao fim do dia está tão cansada que às vezes o marido a substitui na tarefa de levar as crianças para a cama. Este terrível cansaço levou tantas mulheres ao médico na década de 50 que um deles resolveu investigar. E descobriu, surpreendido, que suas pacientes, queixando-se de «fadiga de dona de casa»" (Pág 28)
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"Contudo, permanece o fato de vivermos no mundo das realidades, do presente e do futuro imediatos, onde repousa a pesada mão do passado, um mundo onde a tradição ainda tem valor e os costumes exercem uma influência mais forte do que o teorista... um mundo onde a maioria dos homens e das mulheres casam e a maioria das casadas são donas de casa. Falar sobre o que poderia ser feito se a tradição e os costumes fossem radicalmente mudados, ou o que sucederá no ano 2000 pode ser um interessante exercício mental, mas não ajuda os jovens de hoje a ajustar-se à inevitabilidade da vida, ou a erguer seu casamento a um plano mais satisfatório." (pág. 111)
 
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"Mas Parsons avisa: E' possível, naturalmente, à mulher adulta seguir o padrão masculino procurando uma profissão nos campos de realização ocupacional, em direta competição com os homens de sua classe. Contudo, nota-se que, apesar da grande emancipação da mulher, que a afasta dos tradicionais padrões domésticos, somente uma pequena fração evoluiu, de fato, neste sentido. E' claro também que sua generalização somente seria possível com PROUNDAS ALTERAÇÕES NA ESTRUTURA DA FAMÍLIA." (pág 114)
 
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"Em vários casos, porém, as mulheres que interroguei encaixavam-se de fato na nova imagem feminina: quatro, cinco ou seis filhos, faziam pão, ajudavam a construir sua casa com as próprias mãos, costuravam a roupa das crianças. Não haviam sonhado com carreiras, não tinham visões de um mundo mais amplo que o lar; toda a sua energia concentrava-se na vida doméstica; sua única ambição, seu único sonho já realizado. Mas seriam mulheres satisfeitas?"(pág 201)
 
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"As feministas viram claramente que a educação e o direito de participar do trabalho mais avançado da sociedade eram os principais impulsos da mulher. Lutaram e conquistaram o direito a uma personalidade nova e plenamente humana. Mas poucas de suas filhas e netas decidiram usar de sua cultura e capacidade para um objetivo criador mais amplo, uma tarefa responsável na sociedade. Quantas foram enganadas, ou enganaram a si mesmas, transformando-se em figuras infantis, que se definiam com «Ocupação — dona de casa»? Não foi uma questão sem importância essa escolha errónea. Sabemos agora que existe a mesma gama de potencialidade para o homem e a mulher. Tanto ela como êle só se encontram pelo trabalho que utilize toda a sua capacidade. A mulher não pode encontrar-se por intermédio do marido e dos filhos, nem da tediosa rotina das tarefas domésticas."(pág 287)
 
(Mística feminina - Betty Friedan - Marxista feminina)

Ver também:
- "Emancipação" da mulher - Condenado pelo Cristianismo
- Mulher e os trabalhos manuais - Mons Landriot
- Mulher e os trabalhos intelectuais - Mons Landriot
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