sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ataques de "teólogas" feministas a Santa doutrina da Igreja Católica

1º Ataque: Mulher e a submissão (aos olhos das feministas)

Geralmente, em virtude do papel que assume a religião na vida das mulheres, a menina, mais dominada pela mãe do que o irmão, sofre mais, igualmente, as influências religiosas. Ora, nas religiões ocidentais, Deus Pai é um homem, um ancião dotado de um atributo especificamente viril: uma opulenta barba brancal.

Para os cristãos, Cristo é mais concretamente ainda um homem de carne e osso e de longa barba loura. Os anjos, segundo os teólogos, não têm sexo, mas têm nomes masculinos e manifestam-se sob a forma de belos  jovens. Os emissários de Deus na terra: o papa, os bispos de quem se beija o anel, o padre que diz a missa, o que prega, aquele perante o qual se ajoelham no segredo do confessionário, são homens. Para uma menina piedosa, as relações com o pai eterno são análogas às que ela mantém com o pai terrestre; como se desenvolvem no plano do imaginário, ela conhece até uma demissão mais total.

A religião católica, entre outras, exerce sobre ela a mais perturbadora das influências. Está fora de dúvida que as mulheres são infinitamente mais passivas, entregues ao homem, servis e humilhadas nos países católicos: Itália, Espanha, França, do que nos países protestantes: países escandinavos e anglo-saxões. E isso vem em grande parte de sua própria atitude: o culto da Virgem, a confissão etc, convida-as ao masoquismo

A Virgem acolhe de joelhos as palavras do anjo: "Sou a serva do Senhor", responde. Maria Madalena prostra-se aos pés de Cristo e os enxuga com seus longos cabelos de mulher. As santas declaram de joelhos seu amor ao Cristo radioso. De joelhos no odor do incenso, a criança abandona-se ao olhar de Deus e dos anjos: um olhar de homem.
(A experiência vivida - Simone de Beauvoir - Feminista)

2º Ataque: Mulher e a emancipação no casamento/vestimentas e universidades (observar o desenho ao lado)

O nome de Lucy Stone evoca hoje uma fúria devoradora de homens, mulher usando calças e brandindo um guarda-chuva. Ao nascer, sua mãe exclamara: «Oh, meu Deus! Que pena, é uma menina! A vida de uma mulher é tão difícil!»

Revoltou-se por ter nascido mulher, já que isso, segundo a Bíblia e sua mãe, significava algo tão humilhante. Revoltou-se quando ergueu seguidamente a mão em reuniões paroquiais e seu voto nunca era contado. Num círculo de costura, onde fazia uma camisa para um rapaz que pretendia ingressar no seminário, ouviu Mary Lyon falar em educação para a mulher.

Deixou a camisa por terminar e aos dezesseis anos começou a ensinar na escola, a um dólar por semana, economizando durante nove anos a fim de conseguir o bastante para ingressar na universidade. Queria aprender «a lutar não só pelos escravos, como por toda a humanidade sofredora, e especialmente pela exaltação de seu próprio sexo». Mas em Oberlin, onde foi uma das primeiras mulheres a se diplomar no «curso regular»

Em certa cidade circulou o boato de que uma mulher alta, masculinizada, usando botas, fumando charuto e praguejando como um soldado, chegara para fazer conferências. As senhoras que acorreram para ouvir essa aberração manifestaram sua surpresa ao ver Lucy Stone, pequenina e delicada, vestida de preto, com uma gola de renda branca, «o protótipo da graça feminina, fresca como o ar da manhã».

Esta considerava que «o casamento é para a mulher um estado de escravidão»
Lucy Stone e Henry Blackwell escreveram em conjunto, antes de trocarem as promessas conjugais:

"Depois de reconhecer nossa mútua afeição assumindo publicamente a relação de marido e mulher... consideramos um dever declarar que este ato não implica, de nossa parte, em nenhuma sanção ou promessa de obediência voluntária às atuais leis do casamento, que não reconhecem a esposa como um ser independente e racional e conferem ao marido uma superioridade injuriosa e contra a natureza".
(Mística feminina - Beth Friedan- Feminista)

3º Ataque: Aqui o ataque contra a maternidade é irônico, utilizando alguns escritores católicos.

Todas as mães têm a mesma "missão",(Ida Sée, op. cit., p. 4) todas devem "consagrar-se totalmente a esse sacerdócio" (Id. Ibid., p. 18), "sacrificar sua vontade ou seu prazer para o bem da família" (Id. Ibid., p. 96); todas, enfim, só podem encontrar sua salvação "devotando-se ao seu dever materno".(Id. Ibid., p.96) Esse devotamento sem limites é "a dor expiadora" (Dupanloup, De Vèducalion, II, p. 150) por excelência, aquela que permite a Eva transfigurar-se em Maria.

Jamais o parto na dor foi considerado um dogma tão absoluto. Como agora o "parto" abrange todo o período de formação da criança, do feto à idade adulta, a dor materna prolongou-se na mesma medida. A maldição divina sobre Eva nunca teve um alcance tão grande como entre os cristãos do século XIX.
(O mito do amor materno - Elisabeth Badinter -Feminista)

PS: grifos meus

Ver também: La autoridade de la familia - Pio XII
                    Autoridade marital
                    Declarações sobre a modéstia  no vestir
                    Imodéstia no vestir - noiva do diabo
                    Joelhos dobrados de uma mãe
                    Sois cristã?
                    Missão da mãe 
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